Sobre as lembranças.
Ela disse-me que teríamos uma casa perto de uma praia deserta, e as esperanças não morreriam. Mas eu não acreditei muito, sequer dei créditos para pensamentos tão levianos. Ontem paramos perto do mar, só que esperei bastante tempo para atirar num inimigo.
Sempre tive medo de armas de fogos, aqui elas são companheiras inseparáveis e me fazem crer que possuo algum tipo de força junto delas. Sei que não é verdade, mas é preciso acreditar em alguma coisa mais forte do que você conhece. Até fumar comecei, afoguei-me a princípio, porém já estou me profissionalizando na matéria.
Algumas canções também estão desaparecendo vagarosamente de minha cabeça, as lembranças de músicas alegres parecem estar bloqueadas e eu não sei em que tempo eu vivo realmente. Sempre vejo os mesmo caras, com os mesmo rostos desajustados e o Governo acha que estamos bem e orgulhosos de nosso trabalho. Eu não tenho muito do que me orgulhar, se eu conseguir sair daqui com vida e alguma dignidade posso até dizer que sim.
A última taça do vinho, eu lembro bem da cor, dos olhares e de cada detalhe do corpo pelo qual percorri com a boca e as mãos ávidas de um estranho prazer. Ela disse-me que teríamos uma casa perto de uma praia deserta e poderíamos chamá-la de nossa praia e até nadar nus enquanto fosse verão. Lembro-me bem de cada detalhe e se pudesse ter uma noite daquelas novamente eu daria a vida para ter de volta algo que foi perdido há meses.
Parece que nunca para de chover aqui, e nunca é bom. Quando é assim o negócio é encontrar um bom motivo pra viver, ou tentar ver o que é bom disso tudo. Estou com preguiça de pensar nessas e em outro monte de coisas.
Sempre tive medo de armas de fogos, aqui elas são companheiras inseparáveis e me fazem crer que possuo algum tipo de força junto delas. Sei que não é verdade, mas é preciso acreditar em alguma coisa mais forte do que você conhece. Até fumar comecei, afoguei-me a princípio, porém já estou me profissionalizando na matéria.
Algumas canções também estão desaparecendo vagarosamente de minha cabeça, as lembranças de músicas alegres parecem estar bloqueadas e eu não sei em que tempo eu vivo realmente. Sempre vejo os mesmo caras, com os mesmo rostos desajustados e o Governo acha que estamos bem e orgulhosos de nosso trabalho. Eu não tenho muito do que me orgulhar, se eu conseguir sair daqui com vida e alguma dignidade posso até dizer que sim.
A última taça do vinho, eu lembro bem da cor, dos olhares e de cada detalhe do corpo pelo qual percorri com a boca e as mãos ávidas de um estranho prazer. Ela disse-me que teríamos uma casa perto de uma praia deserta e poderíamos chamá-la de nossa praia e até nadar nus enquanto fosse verão. Lembro-me bem de cada detalhe e se pudesse ter uma noite daquelas novamente eu daria a vida para ter de volta algo que foi perdido há meses.
Parece que nunca para de chover aqui, e nunca é bom. Quando é assim o negócio é encontrar um bom motivo pra viver, ou tentar ver o que é bom disso tudo. Estou com preguiça de pensar nessas e em outro monte de coisas.

